Adolescência

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Auto-Sabotagem

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Muitas vezes corremos atrás de nossos objetivos, de nossos sonhos, tentamos mudar o que achamos não estar adequado em nossas vidas, mas por mais que tentamos sempre voltamos ao ponto de partida.

“Tudo está como antes…
… Fiz dieta o mês inteiro e quando estava prestes a alcançar meu objetivo, voltei a comer como antes e aqui estou eu depois de um mês de regime com o mesmo peso ou até mais… Mudei de emprego porque meu chefe era difícil de agradar, mas estou com outro chefe difícil de agradar… Terminei o namoro porque o cara era um canalha, mas estou novamente namorando um canalha… Será que a felicidade não foi feita para mim?…
…É como se eu nadasse todo o oceano e quando estava prestes a me salvar acabo morrendo na praia”.

Coincidência falta se sorte ou auto-sabotagem? Há momentos na vida que quando procuramos mudar nos encontramos fazendo os mesmos erros de antes, caímos em armadilhas criadas por nós mesmos. Nos auto-sabotamos, e por mais que queremos mudar, nossos aspectos cognitivos que são nossos pensamentos, crenças e maneira de interpretar o mundo, não mudaram e é isso nos impede de alcançarmos mudanças efetivas.

Sem nos darmos conta, escutamos e obedecemos nossas “verdades”. Atribuímos significados a acontecimentos, pessoas, sentimentos e demais aspectos de nossas vidas, com base nisso nos comportamos de determinada maneira e construímos diferentes hipóteses sobre o futuro e sobre nos mesmos. Muitos destes significados são formados em nossa infância onde inúmeras vezes escutamos o que é certo e errado e aprendemos com nossa família a nos comportarmos no mundo.

Esses significados que atribuímos a tudo em nossa vida, são frutos das crenças que foram enraizadas em nossa personalidade como, por exemplo, uma criança que cresce escutando dos pais amigos e familiares – você é uma baleia, você é gorda, você já comeu muito vai engordar etc. – quando adulta terá a crença de que é gorda, mesmo estando no peso ideal, de que tudo o que comer vai deixá-la

Gostar ou Idolatrar?

Gostar ou Idolatrar? Comentar

Por: Daiany Santana

A separação tênue que leva os adolescentes a perderem o limite

Atualmente os adolescentes são influenciados a idolatrar ícones da cultura pop devido aos bombardeios da indústria cultural através dos meios de comunicação de massa. A alienação os conduz a consumir, sem reflexão, o que são oferecidos a eles e isso é um processo que ocorre em escala global.

A psicóloga cognitivo-comportamental, Darla Shayanne de Souza Freire Lopes, explica que ter ídolos é natural e faz parte da adolescência isso porque de acordo com ela, a construção da identidade deles é feita neste momento. “Eles necessitam ter figuras externas à família com as quais se identifiquem. Têm necessidade de pertencer a um grupo de ‘iguais’, de possuir uma identidade social”, diz.

Apesar do comportamento deles ser considerado normal e não prejudicial, a psicóloga aponta que os limites desta adoração são imprescindíveis para o desenvolvimento do relacionamento social, principalmente quando o fanatismo aparece em adolescentes com baixa autoestima e sem autoconfiança. “O radicalismo, intolerância e isolamento são alguns sintomas que podem ser indicadores de que essa idolatria está sendo prejudicial”, aponta a psicóloga.

João Eduardo, 17 anos, gosta da banda americana, Red Hot Chili Peppers. “Eu idolatro, gosto, mas não cometeria loucuras como vejo fãs fazendo” diz João. Ele acredita ser um idolatra, não o prejudica, pois gosta apenas da música. “A idolatria é ruim porque o indivíduo perde boa parte da sua vida só por isso” explica.

“Eu não tenho ídolo, o que tiver na mídia eu escuto” diz Isabele Pereira, 12 anos. “As meninas agora gostam do Justin Bieber, tem foto dele no orkut, ta lá: ‘Te amo’, eu não tenho. Não gosto” comenta Isabele, ela não se considera fanática. “Cada um tem sua opinião [pelos gostos musicais], a minha é essa” argumenta a adolescente.

Ao contrário de Isabele, Bianca Beraldo Santana (foto ao lado), 12, gosta do Justin Bieber. Ela se considera uma idolatra, explica que procura estar por dentro das notícias sobre o ídolo pop, ouvi suas músicas e vê seus vídeos. Ela gosta dele porque “ele canta bem, (…) a letra da música é legal” afirma.

Darla Lopes diz que o comportamento de idolatrar deve ser observado pelos pais e acompanhado por uma psicóloga. Ela alerta que “o fanatismo pode servir como forma de manifestação de uma psicopatologia” nesse caso “o melhor jeito é conversar, saber o que leva a gostar tanto do ídolo” orienta Darla. “Os pais devem favorecer o desenvolvimento da autoestima e autoconfiança de seu filho”, assim, o diálogo e a demonstração de carinho são pontos relevantes que devem ser levados em consideração.

Postado por O livro sobre a mesa às 09:11 http://olivrosobreamesa1.blogspot.com/2010/09/gostar-ou-idolatrar.html

Na integra

Confira a entrevista feita com os adoslescentes que participaram desta matéria no canal do nosso blog no site do youtube .
Por Daiany Santana http://www.youtube.com/user/jornalmga?feature=fupldc

Idolatria na adolescência: O que fazer para torná-la saudável.

Idolatria na adolescência: O que fazer para torná-la saudável. Comentar

Com o surgimento de uma sociedade de consumo e de furor da indústria de massa, o capitalismo foi o impulsor por idolatria a ídolos como cantores, artistas e/ou famosos que se tornaram símbolos da cultura pop. Juntamente com esses novos objetos de idolatria veio o fanatismo que se tornou moda e que hoje vem sendo valorizado pelos meios de comunicação.

Ter ídolos é natural faz parte da adolescência. É nessa fase do desenvolvimento que ocorre a construção da identidade, ele ainda não sabe quem é, necessita ter figuras externas à família com as quais se identifique, tem necessidade de pertencer a um grupo de iguais, de possuir uma identidade social.

Os ídolos para o adolescente são pessoas nas quais ele procura se espelhar, são objetos de admiração ou inspiração, além de ser um interesse comum que pode aproximar pessoas levando esse adolescente a ser parte de um grupo.

A personalidade dos adolescentes é afetada por esta adoração desenfreada?